sábado, 5 de junho de 2010

Cornélio Patus - O Fundador de Patópolis

Introdução
Cornélio Patus foi o fundador de Patópolis. Isso é tudo o que sabemos sobre o personagem mais importante do passado do mundo dos Patos. Em suas 1950 histórias em quadrinhos Carl Barks estava adicionando caracterização aos elementos de arquitetura e também das histórias como "fundo" para criar a sua cidade dos patos (Patópolis ), muitas vezes com pouca preocupação com a coerência. Alguns desses elementos tornaram-se parte da paisagem permanente (como Morro Mata-Motor e a Caixa-forte), mas a maioria desses elementos (pode se dizer personagens em alguns casos) não apareciam regularmente nas histórias de Barks. Cornélio Patus foi um deles. Barks usou em apenas três histórias, cada uma representando um tipo diferente de estátua. Os fãs de Barks e quadrinhos Disney conhecem esse personagem muito bem. Por esta razão, hoje eu dedico um post especialmente a Cornélio Patus.
Cornélio Patus (Cornelius Coot, no original inglês) é o fundador de Patópolis, a cidade em que ocorre a maior parte dos eventos mostrados nas histórias em quadrinhos da Família Pato.

O personagem foi criado por Carl Barks, mas apareceu, na forma de esculturas, em apenas três aventuras curtas produzidas pelo cartunista. Porém, em "O Mais Rico do Mundo" (Statuesque Spendthrifts, lançada em Walt Disney’s Comics and Stories #138, de março de 1952), sua imagem se torna pivô de uma batalha épica entre Tio Patinhas e o Marajá de Ramadutra. Durante a disputa, os magnatas erguem estátuas colossais do pioneiro patopolense, que segura, orgulhoso, espigas de milho.

Em "A Princesa da Neve" (Statues of Limitations), lançada em 1957, o fundador de Patópolis é moldado em gelo e esponjas e segura um fuzil de caça.

Seus atos gloriosos são citados também em Walt Disney’s Comics and Stories 201: "As Invenções do Pardal ou O Supercorante" (The Day Duckburg Got Dyed) prefeito lembra os dias em que o herói encanou a água da montanha até a cidade.

Barks se baseou numa figura histórica para desenvolver o personagem. Cornelius Cole foi um advogado nova-iorquino que participou da corrida o ouro na Califórnia em meados do século XIX. Lutou pela abolição da escravatura, editou o jornal republicano Daily Times e elegeu-se senador. Entre outras ações, defendeu a aquisição do Alasca junto aos russos. De acordo com a árvore genealógica da Família Pato, feita por Don Rosa em 1991 com base numa primeira versão idealizada por Carl Barks, Cornélio Patus é pai de Cipriano Patus (fundador do Clube dos Escoteiros-Mirins) e avô da Vovó Donalda.
Cada vez Barks precisava de um personagem para ajudar a formar uma trama de uma história, ele simplesmente sentava-se e rapidamente inventava um personagem, para resolver o problema. Muitas vezes, esta maneira de agir de forma superficial fazia o tiro sair pela culatra (muitas vezes Barks se arrependeu de ter "inventado" o Professor Pardal com a aparência atípica que ele tem), e é mais provável que Barks não tenha pensado muito sobre a aparência de Cornélio, tampouco.

Ele pode ter pensado que o fundador de uma cidade inteira deveria ser alguém com raízes sólidas no passado americano, então ele vestiu Cornélio em parte como um peregrino com (chapéu, sapatos com grandes fivelões, corte de cabelo), e em parte como um caubói (jaqueta de couro com franjas), em suas mãos Barks colocou várias espigas de milho - o símbolo da fertilidade e abundância. Talvez a escolha dos vegetais, tenha inspirado o nome de Cornélio!?
Isso tudo é muito simples e racional pensar como Barks agiu. Por outro lado, parece um pouco estranho que ele tenha dado o nome de sua cidade em vez de Patópolis (Duckburg), Cootburg que é justamente o sobrenome de Cornélio em inglês.


Barks nos apresenta três histórias curtas em que Cornélio aparece sempre em forma de estátua.


história 1 "Statuesque Spendthrifts"
WDCS138 - 1952
Sinopse:
Os multimilionários Tio Patinhas e o Marajá de Ramadutra (Maharaja Howduyustan) estão competindo para construir a estátua mais cara e deslumbrante do fundador de Patópolis, Cornélio Patus.
Observações:
Sem dúvida, a mais Barksiana das histórias de Cornélio Patus. Uma história que teve um impacto indelével e positiva.
Quando a história foi publicada em 1952. Um pai protestou contra todas as extravagâncias do exibicionismo de riqueza através da construção de numerosas estátuas inúteis. Barks respondeu que, o concurso tinha assegurado trabalho para incontáveis patopolenses; revendedores de madeira, pedreiros, trabalhadores de transporte, joalheiros e assim por diante.
No Brasil essa história saiu nas seguintes edições.
O Pato Donald #239 (1952) com o título de: "O Mais Rico do Mundo".
Tio Patinhas #20 (1967)
O Pato Donald #1478 (1980)
Disney Especial #81 (1984)
Disney Especial Reedição #77 (1993)
O Melhor da Disney#27 (2007)
história 2 "Statues Of Limitations"
WDCS196 - 1957
Sinopse:
Todos os moradores de Patópolis, estão competindo para construir a melhor e mais espetacular estátua de neve. E Donald pensa que uma família pobre deve ganhar o concurso. Mas a estátua dos sobrinhos "é a mais bonita". Algo tem que ser feito ... Observações:
Os sobrinhos estão fazendo uma estátua de Cornélio Patus de neve. Desta vez ele está segurando um rifle antigo, em vez das famosas espigas de milho. Mais tarde, Donald esculpe uma estátua semelhante, em esponjas e plásticos. No Brasil essa história saiu nas seguintes edições:
O Pato Donald #319 (1957) com o título: O Concurso das Estátuas de Neve.
Natal Disney de Ouro #2 (1980) com o título: A Princesa da Neve.
O Melhor da Disney #2 (2004), também com o título de: A Princesa da Neve.

História 3 "The Day Duckburg Got Dyed"
WDCS201 - 1957
Sinopse:
Donald é contratado para pulverizar o reservatório de água de Patópolis, mas por acidente ele derrama tinta vermelha em vez do produto correto. O resultado é um pouco diferente! Observações:
Esta estátua de Cornélio está de pé no parque da cidade. Ela funciona como uma fonte de água com Cornélio segurando um jarro. Não é em cima de um pedestal que ele aparece, mas sobre o que deve ser uma pequena pedra.
No Brasil essa história saiu nas seguintes edições.
O Pato Donald #325 (1958) com o título: "As Invenções do Pardal ou O Supercorante".
Disney Especial #30 (1977) Com o título. "O Supercorante".
Disney Especial Reedição #26 (1985)
Novo Disney Especial #5 (2002)
O Melhor da Disney #3 (2004)
Mais um post sobre os nossos amados personagens Disney. Ótimo final de semana pra você que chegou até aqui.
Fonte: Wikipédia, O Melhor da Disney – As Obras Completas de Carl Barks (Volume 2), Inducks USA, e diversos sites americanos na Rede.

2 comentários:

Keller disse...

Caro Ludy. vi que vc tem a edição "Mickey Especial" dezembro de 1977. Vou lhe fazer uma pergunta:se fosse vendê-la, qual o valor pediria?

Silva

Ludy disse...

Keller fuquei feliz com a sua visita aqui no Universo Disney. Infelizmente essas revistas não estão a venda pois fazem parte da minha coleção e tem um valor inestimável para mim. Mas eu lhe apresento um alternativa estive pesquisando para ver onde poderia haver essa edição pra você e vi que no Mercado Livre tem mais de uam edição a venda. Entre nesse endereço aqui:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-156872741-mickey-especial-50-anos-capa-dura-160-pg-coloridas-1977-_JM

Um abraço e obrigado por sua visita, volte sempre. Ludy

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