quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Pequena Sereia: 28º filme longa-metragem de animação dos estúdios Disney, (1989)

Um dos desenhos animados da Disney que povoou as telas dos cinemas de que gostei foi "A Pequena Sereia".
A Pequena Sereia é originária de um conto homônimo do fabuloso contador de histórias Hans Christian Andersen (imagem ao lado) - criatura apaixona-se por humano e faz um trato com uma bruxa para conseguir seu amor. A trama é cercada de fatos ruins e tem final trágico. Para a Disney, que trabalha com animações para entreter e divertir pessoas de todas as idades, inclusive crianças, não seria interessante reproduzir fielmente a obra, por isso optaram por modificá-la.
Quem já assisitiu aos desenhos longos da Disney já sabe como seu padrão de produção é bastante cheio de personagens, embora secundários ou meramente figurativos, mas todos desempenham uma excelente função de encantamento porque eles cantam, dançam e aparecem em várias cenas auxiliando bastante os demais personagens na evolução da história. 
Em A Bela e a Fera até mesmo pratos, talheres e xícaras tornaram-se astros cantantes e saltitantes que encheram nosso olhos com suas belíssimas participações. Dessa forma, em A Pequena Sereia não poderia ser diferente - cada peixe, cada ostra, cada figurinha, por mais insignificante que seja, tem o seu devido lugar e importância dentro do contexto. É como um ecossistema. Já repararam que em nosso ambiente não há este ou aquele que seja insignificante, mas, sim, todos contribuem de alguma forma para com sua importância frente aos demais promovendo, assim, harmonia na mãe natureza... todos são importantes para todos. E assim são muitos dos desenhos animados da Disney.
Neste longa, Ariel é o nome da sereia em questão. 
Ela tem 16 aninhos, um corpo de top model, cabelos cor de fogo e olhar magnetizador. 
Ela é uma das filhas do rei dos mares - o poderoso Rei Tritão - e, ao contrário de suas irmãs, acaba se interessando em conhecer as belezas do "além-mar". 
O pivô dessa vontade? Um príncipe o qual ajudou a salvar-lhe a vida quando seu navio naufragou em pleno oceano.
Ariel tinha uma vida feliz - e digamos que até sem responsabilidades e preocupações, algo bastante comum na moçada de hoje em dia; era rodeada de amigos(as) e demais seres do mar que gostavam de estar sempre por perto devido à sua alegria radiante e seu carisma - os bichos que mais acompanhavam-na eram o peixe Linguado e o mexilhão Sebastião.
Linguado era um peixe amarelo, bonito, mas agia como um bebê devido à sua ingenuidade e passividade a todos os atos de Ariel.
Sebastião, já bem vivido e experiente, era como a consciência do Rei Tritão atuando nas ações de Ariel. Já vimos isso antes? Claro que sim - no desenho Pinócchio onde o Grilo Falante expunha-lhe as responsabilidades e gostos do velho Gepeto para com a rotina do boneco de madeira mentiroso, ingênuo e inconsequente.
A exemplo de Pinócchio, Ariel gostava muito de Sebastião, mas procurava mantê-lo distante quando sabia que ia fazer algo que o desagradava (ele certamente contaria a seu pai). Apaixonada pelo príncipe o qual salvou, Ariel viu um mundo novo à sua volta que já admirava e queria conhecer... e aquela, talvez, seria a oportunidade.
Tomada pela paixão, fez um trato com a bruxa do mar (Úrsula) e tornou-se humana para ir de encontro ao seu príncipe. 
Mas, se ela não o conquistasse dentro de três dias, tornaria-se prisioneira da feiticeira e, como preço para esse "favor", Ariel permitiu que Úrsula aprisionasse sua voz.
Começa, então, uma exploração pelo nosso admirável mundo humano com muitas dificuldades de comunicação, relacionamento e o tempo como seu maior inimigo. Como se não bastasse, Úrsula ainda joga sujo e consegue tornar a meta de Ariel impossível.
Um momento de grandes dificuldades se inicia - uma vez que Ariel torna-se prisioneira, o rei também acabou sendo exposto e acabou caindo nas guarras daquela bruxa perversa e cruel. Todo o mar estava em perigo e a terra também; estava em seus planos malignos destruir, por mero prazer, o grande amor de Ariel.
Úrsula transformou-se em uma moça tão encantadora quanto foi Ariel e arrebatou o coração do belo homem com o objetivo único de matá-lo logo depois e ter, para sempre, Ariel, Rei Tritão e todo o mar sob seu domínio.
Durante a cerimônia de seu casamento, porém, alguns imprevistos aconteceram para impedir sua concretização. Úrsula, furiosa, revela sua verdadeira identidade e todos ficaram apavorados com tamanha feiúra e tamanho poder.
Uma verdadeira operação em equipe foi necessária - unindo humanos e animais - para contê-la. O final, para ela, infelizmente tornara-se trágico; com sua morte, Ariel, Rei Tritão e muitos seres que também eram seus prisioneiros de longa data foram libertados, pois o encanto que os aprisionara havia se acabado.
Foi um filme com tomadas impressionantes, muita ação e diversão. Recomendo que todos vejam e revejam A Pequena Sereia, mais uma obra prima de desenhos longos da Disney.
A trama também foi passada para os quadrinhos e publicada, aqui no Brasil, pela primeira vez no Almanaque Disney #236 pela Editora Abril em 1991 - a editora também manteve uma periodicidade de quadrinhos avulsos com novas tramas da personagem na década de 90.
A Editora on Line também lançou uma revista especial do filme em Dezembro de 2010 (capa que abre o post lá em cima) e ainda pode ser encontrada em muitas bancas que possuem variedades em quadrinhos e coleções, devido à irregularidade com a qual são disponibilizadas.

Faltou falar sobre algumas questões.
Ariel acaba ao lado do príncipe?
Ariel vira humana de vez?
Assista ao filme ou leia a adaptação nos quadrinhos e veja você mesmo. rsrsrs...Um abraço a todos. FabianoCaldeira. Abaixo a abertura da animação pra você sentir o gostinho.
Fonte: Texto de Fabiano Caldeira (colaborador e resenhista do blog Universo Disney), Wikipédia, imagens scans Universo Disney da edição da editora Online (acervo pessoal de Ludy) e YouTube.

4 comentários:

FabianoCaldeira. disse...

Oi Luis! Não tenho palavras para expressar seu trabalho diante do conteúdo que lhe passei. Está excelente! Obrigado pelas imagens adicionadas, pois eu não tenho mais essa obra comigo, fiquei te devendo essa. E quando citei "A Bela e a Fera", algo me dizia que você ia colocar uma imagem sobre o tema e... bingo!
Muito obrigado por ter valorizado ainda mais o texto que lhe enviei - sem seu empenho e trabalho essa postagem jamais seria a mesma.

Ficou perfeito! Parabéns!

Um abração! FabianoCaldeira.

Paulo Gibi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sergiokid disse...

Muito boa a matéria Fabiano, parabéns aos 2.

Anônimo disse...

É muito lindo mesmo o mundo da disney, mais lindo ainda sao sua mensagens machistas.....escondidas pela trama....
Como o da pequena sereia que para casar com o princepe deu sua linda voz e assim ficaria submissa e sem opniao diante de seu amado.... Ou seja o homem manda e a mulher nao precisa ter voz...
Nossa que legal.... Lindo mesmo.... Rsrsrs!!!!
Outro exemplo e nao menos machista e a da branca de neve, que come a maça feito a "Eva" para mostrar sempre a culpa da mulher na sociedade.... hehehehe!!! Mais enfim...... A Disney e a Disney! Talvez minha opniao como educadora nao valha..... ;)
Beijinhos...Será que pareci muito chata nessa observaçao...? =)

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