sábado, 17 de julho de 2010

Aristogatas: O último filme de animação aprovado para produção por Walt Disney.

ARISTOGATAS deu início a uma nova e menos bem-sucedida era da animação, marcada pela morte de Walt Disney em 1966. Lançado nos cinemas norte-americanos em 1970, o filme teve sucesso suficiente para garantir a continuidade do departamento de animação no estúdio.
SINOPSE
A emocionante história de ARISTOGATAS começa em Paris, quando uma carinhosa e excêntrica milionária faz seu testamento deixando toda sua fortuna para seus gatos de estimação. Descobrindo sua intenção, o mordomo Edgar rapta a elegante Duquesa e seus filhotes, abandonando-os no interior da França.
Uma emocionante aventura, cheia de humor e personagens memoráveis, que não pode faltar na sua coleção.
ELENCO
Inglês/Português
Duquesa – Eva Gabor / Ruth Schelske (diálogos), Dóris Monteiro (canções)
Thomas O’Malley – Phil Harris / Ênio Santos
Edgar – Roddy Maude-Roxby / Desconhecido
Toulose – Gary Dubin / Christiane Monteiro
Berlioz – Dean Clark / Iara Riça
Marie – Liz English / Eleonora Prado
Roqueforte – Sterling Holloway / Cleonir do Santos
Adelaide – Hermione Baddeley / Lourdes Mayer

PRODUÇÃO/CURIOSIDADES
ARISTOGATAS foi originalmente planejado para ser um especial live-action de duas partes para o programa de TV Walt Disney’s Wonderful World of Color.
• Foi o último filme de animação aprovado para produção por Walt Disney. Ele morreu antes que a produção pudesse começar, então também foi o primeiro filme produzido e lançado após sua morte.
• Antes de ser a voz do gato Thomas O'Malley, Phil Harris já havia trabalhado para a Disney em 1967, fazendo a voz do urso Balú de MOGLI: O MENINO LOBO. Harris ainda faria a voz do urso Pequeno João no animado de 1973 ROBIN HOOD. Eva Gabor, a Duquesa, interpretou alguns anos depois a ratinha Bianca, dos animados BERNARDO E BIANCA (1977) e BERNARDO E BIANCA NA TERRA DOS CANGURUS (1990).
• O personagem Gato Pilantra (Scat Cat) era para ter sido dublado por Louis Armstrong. Sendo assim, a aparência do personagem foi modelada com base em Armstrong – o modo que ele tocava seu trompete, sua psique, e até mesmo a aparente separação entre seus dentes. No entanto, Louis Armstrong desistiu de sua participação no filme no último minuto. Sua substituição, Scatman Chroters, foi dirigido para “fingir que era Schatmo”.
• Os irmãos Robert e Richard Sherman, cujo pai escreveu o grande sucesso de Maurice Chevalier “Living in the Sunlight, Loving in the Moonlight”, tiraram Chevalier de sua aposentadoria para cantar a canção título. “Por Walt”, ele disse.
• Para animar as gansas Amélia e Abigail, os animadores Frank Thomas e Ollie Johnson pegaram uma câmera e filmaram gansos de verdade na fazenda de um amigo.
• Os dois cães da fazenda, Napoleão e Lafayette fizeram tanto sucesso em sua primeira aparição que a história teve que ser mudada para que eles pudessem aparecer novamente.
• Para a cena em que Thomas se afoga tentando salvar Marrie, Phil Harris fez os grunhidos e tossidos do personagem enfiando parte de seu rosto em uma bacia de água enquanto assistia o filme na tela. Ele fez a cena em apenas um take.
• Assim como em MOGLI: O MENINO LOBO, o design e personalidade dos personagens foram modelados com base nos atores que faziam suas vozes.
• O nome completo de Thomas O’Malley (escutado apenas na versão original do filme em inglês) é Abraham Delacey Giuseppe Cassey Thomas O’Malley.
• Por medida de redução de gastos, algumas cenas do filme são recicladas de outros filmes Disney. A animação da cena em que Thomas pula na traseira do caminhão carregando Marrie foi retraçada de uma cena semelhante de Pongo em 101 DÁLMATAS. Cenas de animação do próprio filme são re-utilizadas diversas vezes, como durante a cena final que reúne partes do número “Evr’ybody Wants To Be a Cat” (repare que o Gato Chinês chega a aparecer duas vezes no mesmo quadro).
• Dois veículos de 101 DÁLMATAS (1961) reaparecem nesse filme: o carro dos Bad’uns (Horácio e Gaspar) e a van de mudança.
• Edgar é um vilão muito britânico: foram feitos para ele uma jaqueta cinza e calças azuis, ambas sobre medida, lhe dando um ar mais "gentil".
• Em alguns quadrinhos e livros de história, O’Malley é chamado de Matinhos.
• O filme levou quatro anos para ser produzido. Foram feitos mais de 325.000 desenhos feitos por 35 animadores, com 20 seqüências principais tendo 1.124 cenas separadas usando 900 planos de fundo pintados. O projeto envolveu cerca de 250 pessoas.
• Apesar de criticado por sua semelhança com A DAMA E O VAGABUNDO e 101 DÁLMATAS, críticos concordaram que o filme era divertido e charmoso, ainda que não necessariamente memorável.
ARISTOGATAS foi um positivo sucesso de bilheteria, até mais na Europa do que na América (sua recepção na França foi excelente), dando como certo a continuação do legado de Walt Disney mesmo depois de sua morte.
Abaixo o vídeo em nove partes retirado do YouTube com a animação: Aristogatas.

Fonte: |Disneypédia, Wikipédia,  Animatoons.com e YouTube.

4 comentários:

Fabiano disse...

OLá! Tudo bem? Espero que sim!
Recentemente eu tive a oportunidade ver e rever esse animado de longa duração na Globo, urante a manhã (sábados). Deve ser mesmo um filme um tanto quanto insignificante porque foram repetidas várias vezes e eu nunca vi a globo fazer isso tanto com nenhum outro filme da disney. Mas você sabe que eu gostei? Achei bacana o filme.
Abração. FabianoCaldeira.

Anônimo disse...

Gostei dos Aristogatas. Não vi o filme Mano, mas
li a quadrinização que saiu num Tio Patinhas e só depois, muito depois vi a película. Os cães Napoleão e Lafayette são os meus favoritos. Não gostava do nome nacional "Matinhos".
Cavaleiro da Lua

Anônimo disse...

Achei interessante a animação para apresentá-la aos meus alunos, pois passa valores e bons princípios.
Já conhecia mas tinha esquecido da Duquesa e seus filhotes. Abraços
Maria

Juliana Barbosa Russini disse...

Aristogatas na minha infância era meu desenho preferido. Eu assistia só todos os dias. Na época que compramos o vídeo cassete lembro que era raríssimo quem tinha o aparelho e na época tinha apenas uma locadora em Santo André, era frequente na escola onde fiz o pré pedirem para minha mãe o aparelho, já que quem tinha aquilo era raro.
Por causa deste desenho meu pai teve que conseguir um vídeo cassete e uma fita virgem para fazer uma copia, por que não servia outro desenho só podia ser o Aristogatas. Eu decorei todas as falas, as falhas da fita. Hoje quando vem visita com criança em casa muitas vezes coloco Aristogatas para assistirem e assisto novamente com elas. Enfim este desenho é paixão muito antiga.. rs

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