quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Histórias de um passado bom

Hoje quero trazer para os amigos Disneyanos um pouco do passado pelos olhos de um colecionador antigo, que ganhou do pai a primeira revista do Pato Donald lá nos anos 50 e por seis décadas mantém um contato permanente com a obra do nosso querido  Carl Barks.
Vou preservar a identidade do meu amigo, até porque eu não pedi a autorização dele para citar seu nome.
Amigo aqui do sul, esse senhor de grande erudição e experiência de vida e de mundo ( já viveu em vários países, entre eles Inglaterra, italia, grécia, Turquia), fizemos uma amizade por e-mail, trocamos informações principalmente sobre quadrinhos, mas na verdade quem ganha sou eu, que sou presenteado a todo o momento com a sabedoria e a cultura desse senhor especial, que fala de Barks, dos quadrinhos Disney antigos, de ciência, Mitologia e cinema antigo. Percebo nessa troca de e-mails que ele é  um grande conhecedor dos grandes clássicos da sétima arte.
Vou apresentar aqui trechos do primeiro e-mail que recebi desse amigo trazendo informações maravilhosas sobre os quadrinhos Disney.  
Provavelmente sou o mais antigo leitor do "Pato". Era em julho de 1950, eu tinha quebrado um braço e meu pai me trouxe uma revista que acabava de ser lançada: "O Pato Donald". O herói dos cartoons e livrinhos infantis, agora apareceria todos os meses e assim, começou uma amizade que já dura 61 anos.
Pato Donald era mais que meu melhor amigo; era a razão da minha existência. Minha coleção completa foi perdida quando fui embora do Brasil, mas consegui recuperá-la na Itália, através de edições especiais.
Uma das mais interessantes histórias de Donald, foi publicada em 1957, intitulada "Donald e os Astros", posteriormente relançada como "Ora, ouvir Estrelas!". Está no "O Melhor da Disney", vol 3 e merece uma olhada: em tempos em que nem se imaginavam computadores, Prof. Pardal penetra no campo da realidade virtual, além de estabelecer um paralelo entre infinito e infinitésimo, como no filme "O Incrível Homem que Encolheu", que seria realizado dois anos mais tarde. A história, que no original se chamou "Donald's Big Imagination", foi escrita por Barks em abril de 1957.
No vol 4 da série, há outra interessante história, "A Ilha dos Patos", lançada em fevereiro de 1960, onde Donald e sobrinhos comentam a vantagem de poder a TV mostrar o mundo através de uma câmera em satélite, algo impensável para a época.
Dentre as grandes aventuras, a mais interessante, sem dúvida, se chama "Pérsia Antiga" (Donald in Ancient Persia), de 1950, publicada no Brasil em 1953, sob o título "O Segredo do Professor". Na realidade, tratar-se-ia da Assyria, sendo a reconstrução mais perfeita que encontrei em todas as aventuras dos patos. Note o detalhe no qual eles entram no palácio real pelos quartos e descem as escadas, uma vez que as partes inferiores não tinham sido escavadas. Essa história despertou em mim o interesse pela arqueologia e por causa dela, acabei indo parar mesmo na Pérsia.
Outra história cheia de detalhes incríveis é "Perdidos nos Andes" , lançada no Brasil em 1954 no "Pato Donald" e não em 1957, como está no vol 13 do "Melhor da Disney". A publicação no "Mickey" foi um relançamento. Dê uma olhada nos dezoito quadrinhos dentro de uma densa névoa. Só mesmo Barks, para imaginar e desenhar tais cenas. Parece que esta era a história preferida do autor.
Com Donald, sobrinhos e Tio Patinhas, viajávamos pelo passado, pela Terra e outros planetas, sentindo mais emoções do que as crianças atuais, massificadas pela TV. 
Ainda hoje, tantos decênios mais tarde, ainda conservo o hábito de reler aquelas antigas aventuras, cujo texto já conheço decorado. Um hábito que tenho conservado por 61 anos e por todas as partes do mundo onde vivi.
Com o passar do tempo eu trarei mais histórias do meu amigo aqui do Sul.
Até a próxima amigos Disneyanos.

5 comentários:

Matheus Guarany disse...

Puxa, que interessante! Fantástico relato! Com certeza é uma pessoa bem vivida, cheia de experiências, tanto por ter morado em tantos lugares, quanto por acompanhar a revista do Pato desde os primóridos.

Espero ansioso para ler mais histórias dele, que apneas enriquecem a nossa mente com toda a sua sabedoria!

Abraços

Matheus Guarany

Ludy disse...

Oi Matheus muito obrigado pelo comentário aqui no blog. Eu vou trazer mais história do nosso amigo aqui do Sul, e tem coisas que eu nem sabia sobre os personagens Disney e o legal que ainda é traçado um paralelo com o cinema da época. Muitos desses filmes com certeza o barks assistiu e teve ideias para as suas histórias maravilhosas. Abração amigo.

Pablo Gabriel disse...

Ludy,me lembro de uma postagem do seu Blog que dizia que você era o leitor mais antigo do Pato Donald.
Eu acho que e mentira pois no Projeto Inducks de acordo com seus dados vocês nasceu em 14/05/1964

Ludy disse...

Por favor, me apresente esta postagem que eu te dou um presente, pois nunca em minha vida eu disse isso, até porque o pato surgiu aqui no Brasil em 1950 e eu nasci em 1964 e só fui ler no começo dos anos 70, então por favor me apresente a postagem que eu não conheço. Sempre quando se desmente alguém por algum motivo deve apresentar provas concretas. Estou esperando.

Anônimo disse...

Oi Ludy eu não me lembro em que postagem foi.

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