sábado, 11 de setembro de 2010

Gastão Azarado?!?!

Pato Donald #2286 de fevereiro de 2004.
Nesta edição eu encontrei uma história desenhada pelo  Vicar, bem do tipo que eu gosto, o Gastão  levando a pior.
 Hoje vou trazer pra você uma história de um dos personagens criados por Carl Barks o ganso  Gastão.
Código-da-história: D 2002-076
Título: Party Of None! Em Português: Festa Solitária
Herói(s): Gastão
Páginas: 14
Tipo: 4 tiras por página
Aparições: Gansolino, Gastão, Huguinho Zezinho e Luisinho, Lampadinha, Margarida, Pato Donald, Peninha, Prof. Pardal, Tio Patinhas, Vovó Donalda.
Roteiro: Michael T. Gilbert
Desenho: Vicar
Arte-final: ?
Data da primeira publicação: 2/Jan/2003
Essa história saiu pela primeira vez nos Estados Unidos em junho de 2003, na revista Walt Disney's Comics and Stories #634 (capa acima)

Festa Solitária.
Introdução
Essa história é atípica no universo do personagem. 
Gastão foi criado por Carl Barks em janeiro de 1948, e apareceu pela primeira vez na história (A Visita do Primo Gastão). Gastão e Donald não se bicam. Realmente um não suporta o outro, e se provocam o tempo inteiro.
Gastão se considera o ganso (sim ele é um ganso), mais sortudo do mundo, gosta de paquerar a Margarida (que é 100% volúvel) e ainda compete com o Donald para ser o herdeiro da fortuna do Tio Patinhas.
Gastão é absurdamente sortudo, odeia trabalho, anda sempre bem elegante (um almofadinha legítimo), esnobe até a medula e extremamente preguiçoso.
O interessante no Gastão é que ele é sortudo em quase tudo, menos no amor. De vez em quando dá umas pegadinhas na Margarida, mas ela é a oficial do Donald, então o Gastão sempre volta pra casa solitário. A pergunta que eu me faço, (será que com toda a sorte e com toda a comodidade que o dinheiro contempla, o Gastão não poderia arrumar uma pata só pra ele e talvez poder  ser feliz também no amor e deixar de "azarar" a pata dos outros?) é claro que isso é um pequeno devaneio meu, pois, se Gastão encontrasse alguém, essas saborosas histórias perderiam todo o sentido e diversão. O grande "barato" dessas  histórias que envolvem os primos, está justamente, nessa disputa, nesse embate e antagonismo entre os dois personagens.
Outra curiosidade sobre o ganso Gastão é que a mulher de Barks, Garé, simplesmente odiava o personagem e muitas vezes brigava com o quadrinista pelo desfecho das histórias. Nessas aventuras o Gastão quase sempre leva a melhor em cima do Donald.
E nessa história, o Professor Pardal inventa uma máquina maluca que anula a sorte do Gastão, e o interessante é que tudo isso a pedido do próprio Gastão. Vamos conhecer mais: Festa Solitária.
Gastão está dando uma passeada pelas ruas de Patópolis no dia de seu aniversário. Os patopolenses, olham com admiração  para o ganso altivo e sortudo, que passa com olhar blasé, e ar entediado.
Ele sabe que seus parentes estão preparando uma festa "surpresa" para ele na casa (oficina do Pardal), ele conheçe bem a rotina. O Pardal o convida para uma visita e quando ele abre a porta... SURPRESA!!!!!!!
Gastão da uma esnobada geral em todos eles, que indignados com a postura do pato o deixam sozinho com o Pardal. E desta vez, Gastão sente que exagerou. E ele diz a Pardal: "Nunca tinha percebido que as pessoas se ressentem da minha, sorte".
Gastão então pensa que se a sua sorte incomoda a família, então ele poderia viver como uma pessoa normal.
Pardal que não havia dado nenhum presente para o ganso, resolve criar um invento para ajudar Gastão a perder toda a quela sorte. Pardal cria então um tal de: Nulificador de sorte (os nomes dos inventos são uma piada à parte). Daí pra frente o ex-sortudo conheçe o inferno na terra, tudo aconteçe com ele, é atropelado por um trem, que o joga numa cerca de arames farpados que o joga de novo de cabeça no chão, cai em bueiros, recebe contas para pagar, o carro não funciona, quando vai convidar Margarida para sair Donald já está lá e debocham dele, e o deixam na chuva.
Enquanto todas essas situações acontecem com Gastão, algo vai se transformando em sua personalidade, ele começa a gostar de jardinagem e até rega flores no jardim (hein isso  é trabalho e Gastão odeia trabalho, o quê está acontecendo aqui?).
Depois de muitas situações desesperadoras Gastão não aguenta mais e vai até o Pardal pedir sua sorte de volta. E quando chega lá tem uma grande surpresa. Sua família voltou a se reunir para comemorar o seu aniversário.
Margarida com uma enorme Pizza diz  que ele parecia tão triste, que resolveram animá-lo.
Gastão os questiona, quer saber como eles sabiam que ele iria na casa do Pardal novamente, e Donald diz a ele que tinha certeza que Gastão pediria sua sorte  novamente ao Pardal, pois sem a quela sorte toda, ele não passa de um miserável. E Gastão responde calmamente a Donald, que ninguém é miserável tendo pizza e amigos. E Gastão ainda completa dizendo que ter a sorte anulada foi a coisa mais sortuda que lhe aconteceu e que definitivamente este foi o melhor aniversário  que já teve.
Donald num canto da casa, pensa: "Idiota, desisto, mesmo sem sorte, ele continua sortudo".
Depois da festa, as coisas voltam ao normal, (ou será que não?)
Pardal fazendo um passeio à meia-noite pra clarear as ideias, percebe que um estranho está no jardim da casa do Gastão, e quando chega perto a maior surpresa: "Gastão? Trabalhando?" pergunta Pardal.
Gastão com a mão no bico de Pardal, diz: "Shhhh! Se o Donald souber que gosto de algum tipo de trabalho, não vai me deixar em paz Pardal". E Pardal responde: "Não se preocupe, com um pouco de sorte, o Donald jamais vai descobrir, e, acredite... agora você tem sorte de sobra".
Nossa história fecha com Gastão vestindo um moleton marron de capuz (primeira vez que eu vi o Gastão com uma roupa diferente) com um regador nas mãos e com um grande ar de felicidade.
Eu gostei da maneira como o roteirista encaminhou cada passo desta história. Começamos abominando o ganso, e aos poucos com o desenvolvimento da trama, começamos a criar uma certa empatia pelo personagem. Até o final das 14 páginas, já estamos gostando da atitude e comportamento do (agora sortudo novamente) Gastão.
Essa história do Gastão azarado, foi lançada em várias partes do mundo. Veja abaixo capas de edições de alguns países em que aparece esse belo trabalho feito Pelo Victor Arriagada Rios (Vicar), com roteiro de Michael T. Gilbert.
China (2004)
Alemanha (2003)
Dinamarca (2003)
Egito (2005)
Finlândia (2003)
França (2003)
França (2003)
França (2004)
Holanda (2005)
Itália (2004)
Malásia (2005)
Noruega (2003)
Noruega (2004)
Polônia (2003)
Portugal (2004)
Fonte: Inducks, Wikipédia e Pato Donald #2286 (acervo pessoal)

Um comentário:

D@nil.B disse...

Outra história inesquecivel de uma revista que eu perdi... Quando é que eu aprenderei a ser organizado?

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