
Nosso amigo está sendo acusado de não ser mais o mesmo. Mickey está no banco dos réus? E quem sairá em sua defesa?
Podemos fazer algumas considerações, mas, quem é realmente este personagem que mexeu com gerações de fãs e hoje ainda permanece no estrelato da fama? E mais, o que aconteceu com ele no passar dos anos, que o transformou numa figura "apática", sem o vigor dos áureos tempos de sua juventude?
Poderíamos fazer um relato histórico desde a sua criação pelo papai Walt Disney, na segunda década do século XX, até os dias de hoje, passando por sua evolução das telas do cinema, nos quadrinhos, parques de diversões, e demais mídias que surgem a cada dia. Mas qual é o verdadeiro Mickey? Que perfil possui sua personalidade? O que eu quero do Mickey, afinal de contas?
Este sonho teve início na mente e no coração de Walt Disney, que nos convida a "sonhar com ele" através de sua obra fantástica na arte do entretenimento.


Mickey é alvo de iconoclastas há várias décadas. Pessoas e instituições que não aceitam a representatividade e o sucesso do Universo Disney, tem repudiado e denegrido a imagem símbolo da *obra americana mais universalizada que se tem conhecimento.*
Mas um fenômeno atinge os próprios fãs de Walt Disney. Seus admiradores exigem a marca Disney em todo o tempo e lugar. Por exemplo: camisetas, bonés, lancheiras, cadernos universitários, creme dental, etc...etc...etc... De A a Z, tudo leva a marca Disney, representada em síntese, pela figura de Mickey.
O que seria dos parques temáticos de Disney se suprimissem a figura do rato?
Responda *em apenas um personagem*, *qual deles poderia substituir integralmente a imagem de Mickey em "todas as faces do entretenimento Disney"?* Quem é o personagem certo para o papel, inteiramente associado à figura de Walt Disney?

Agora, vamos parar com as perguntas e pensar nas respostas:
1) O Mickey original da primeira fase, era ideal para o que se propunha: levar como carro-chefe, as animações dos Estúdios Disney que começavam a engatinhar;
2) O Mickey dos quadrinhos e especificamente os de Paul Murry, representavam o universo dos quadrinhos nas décadas de 40 e 50, onde estavam no auge as revistas de detetives, com Dick Tracy, X-9 (Alex Raymond), e posteriormente Spirit (Will Eisner). *Não se tratava do Mickey original de Walt Disney, mas da sua "percepção" da época em que a obra estava atravessando*;
3) *O Mickey dos anos 80*, transformou-se numa figura infantil, representando mais o acesso aos parques temáticos, e a "carência" infantil representada pela tal "geração televisiva" onde as crianças passaram a ser educadas e criadas por esse meio de comunicação, a tal "babá eletrônica".
Para o bem, ou para o mal, essa "imbecilização" do personagem sofreu os efeitos de todo um contexto, onde as séries de televisão também se tornaram efêmeras, os programas de auditório decaíram, as novelas banalizaram-se, os filmes foram descaracterizados *e tudo, absolutamente TUDO, passou a ser descartável e para consumo imediato "Fast Food".*
"Um sonho que se sonha junto", como diria Raul Seixas (um dos maiores músicos, cantor, compositor que já "pousou" nesse planeta), - "um sonho que se sonha junto... não é sonho, é realidade".

Mas voltando a gora às perguntas, qual é o "meu", qual é o "seu", qual é o "nosso" MICKEY? Ele é múltiplo em um só. Talvez não porque ele queira ser assim, mas por pura e simples exigência mercadológica.
Na minha modesta opinião, o Mickey está absolvido, pois, ele não deveria estar no banco dos réus, porque ele não é réu, e sim mais uma vítima da globalização e do modo fútil e superficial como se encara a vida nos dias de hoje.

Em tempo. Já está no ar e no YouTube o comercial de chamada para a nova coleção da Editora Abril, Clássicos da Literatura Disney. A coleção contendo 20 volumes, que vai fazer a alegria de todos aqueles que amam quadrinhos Disney. Foi assim com a coleção O Melhor da Disney- As Obras Completas de Carl Barks, agora o frisson se repete. Todo aquele que "curte" HQs Disney, está na espectativa desse "super" material.
Fonte: Texto de Paulo Gibi (colaborador desse blog, que muito gentilmente me enviou esse belo texto de sua autoria), imagens captadas na Rede e diversos sites Disney, vídeo do YouTube.
Fonte: Texto de Paulo Gibi (colaborador desse blog, que muito gentilmente me enviou esse belo texto de sua autoria), imagens captadas na Rede e diversos sites Disney, vídeo do YouTube.
Um comentário:
Concordo plemamente, o Mickey não passa de uma vítima da globalização...
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