domingo, 4 de abril de 2010

Superpato o lado heróico do Pato Donald

Villa Rosa
Edição lançada pela Editora Abril em dezembro de 2009, com o título: Superpato 40 anos. A cima,Página inicial da edição com a história: "O Diabólico Vingador" essa edição contém a versão sem cortes da história.
Superpato (em italiano, Paperinik) é um super-herói dos quadrinhos Disney, alter-ego de Pato Donald. Donald criou sua identidade super-heróica originalmente como meio de vingar-se secretamente de parentes como Tio Patinhas e Gastão, mas logo começou a combater outros adversários. Acima edições de Topolino n°s #706 e #707, onde a origem do Superpato foi publicada pela primeira vez em 1969.
História
Versão Original do Superpato
Em 1969, várias crianças reclamavam aos editores da versão italiana dos quadrinhos do Pato Donald (Mondadori) que Donald sempre era o perdedor nas histórias. O roteirista Guido Martina (nasceu em 9 de fevereiro de 1906, em Carmagnola Piemont, Italia e morreu em 06 de maio de 1991 em Roma, foto a cima), e o desenhista Giovan Battista Carpi (Nasceu na cidade de Gênova Italia em 16 de novembro de 1927 e morreu em 8 de março de 1999 aos 72 anos, na mesma cidade onde nasceu, foto ao lado.)responderam dando a Donald um pseudônimo de super-herói chamado "Paperinik." O nome "Paperinik" é uma combinação dos nomes "Diabolik", um vilão fictício popular na época, e "Paperino", o nome italiano de Donald. Na versão francesa, ele chamou-se "Fantomiald", na versão alemã, "Phantomias" --- ambos baseado no mestre do crime Fantomas. Na Dinamarca, suas aventuras foram publicadas principalmente em livros pequenos chamado "Jumbobøger", ou "Livros-Jumbo" (devido às mais de 100 páginas por exemplar, não ao formato das páginas). Ele é conhecido na Dinamarca como "Stålanden", que significa "Pato de aço".

Os criadores apresentaram o Superpato na história de 60 páginas "Paperinik il diabolico vendicatore" ("Superpato, o Diabólico Vingador"), publicada em duas partes nos dias 8 de junho e 15 de junho de 1969.
Na história de estréia, recentemente a Abril lançou a versão sem cortes no seu especial Superpato 40 anos, Donald recebe os documentos de propriedade da Vila Rosa, uma mansão abandonada no subúrbio de Patópolis cujo dono tinha desaparecido há décadas. Donald logo descobre que, na verdade, os documentos eram destinados a seu primo Gastão, mas está contente em não corrigir o engano. Visitando a casa com seus sobrinhos, ele descobre o diário e um uniforme abandonado de Fantomius, que era um conhecido assaltante de elite e justiceiro ocasional em fins do século 19 e início do século 20. Donald aprende seus métodos para manter uma identidade secreta agindo como um cavalheiro inofensivo e bastante incompetente durante o dia e, à noite, como um vingador, dando vazão a suas queixas contra a sociedade. Intrigado, Donald decide manter suas descobertas, pois poderiam se mostrar úteis.
Ele logo descobre suas duas maiores causas de aflição: seu Tio Patinhas; e o arrogante primo sortudo Gastão, que gosta de escarnecer de Donald exibindo seus próprios sucessos sem esforço em comparação com os fracassos constantes de Donald. Decidido a se vingar de ambos, Donald apresenta ao Professor Pardal as anotações do diário que especificavam as armas e os meios de transporte de Fantomius. Em pouco tempo, Pardal equipa Donald com um cinto de utilidades e botas especiais que contêm muitos dispositivos úteis, e também acrescenta dispositivos ao carro de Donald. A primeira missão para "Superpato", como o herói nomeia a si mesmo, é roubar o colchão de seu tio que contém um milhão de dólares em notas pequenas. Ele realiza o crime certificando-se de que Patinhas inale o suficiente de uma droga adormecedora que o mantenha fora de ação por toda a noite. Ele arma a cena para que Gastão leve a culpa.

Patinhas e Gastão, junto com a polícia, conseguem seguir o rastro do ladrão até a Vila Rosa no dia seguinte. Gastão, enquanto tenta limpar seu nome, decide investigar a casa, mas a "vela" que ele usa para luz é de dinamite disfarçada. Ele destrói a Vila Rosa acidentalmente e o dinheiro termina por se espalhar ao redor da área. Patinhas parece convencido que Gastão é responsável, mas decide não prestar queixa se Gastão conseguir recolher o dinheiro. Enquanto isso, Donald se regozija por tudo que passou, e afirma que sua carreira só está começando.
Donald descobre um segundo volume do diário de Fantomius na história de aniversário "Paperinik e il ritorno uma Vila Rosa" ("Superpato e o Retorno à Vila Rosa") de Fabio Michelini e Giovan Battista Carpi. Esta história tem 53 páginas e estreou em duas partes publicadas em 17 de setembro e 24 de setembro de 1996.
A primeira história é considerada um clássico das histórias italianas da Família Pato, e tornou-se popular entre os leitores de seu tempo pela forma como Donald agiu com mais confiança, inteligência e habilidade do que em sua identidade normal. A história também parece dever muitos de seus aspectos a seu roteirista Guido Martina, cujas histórias focalizavam freqüentemente os aspectos mais sinistros e vilanescos das personalidades dos personagens.

Nas primeiras histórias, Superpato não era de fato um super-herói, mas um vingador, reparando injustiças que tinham sido feitas a Donald, às vezes por modos descaradamente ilegais. Mais tarde os autores reduziram este aspecto, e Superpato se transformou em um super-herói, pois entenderam que não era uma boa idéia para o longo prazo transformar Donald em um vilão em tempo integral. Os métodos do personagem não mudaram muito, mas ele começou a enfrentar a população criminosa de Patópolis, em particular os Irmãos Metralha. Esta permanece sua missão principal hoje em dia, embora ele às vezes se depare com adversários de perfil mais alto e saia em missões que exijam viajar para fora de Patópolis.
No Brasil
Superpato se tornou rapidamente um personagem popular no Brasil e atraiu o interesse de muitos importantes artistas de quadrinhos brasileiros. O Superpato brasileiro está mais empenhado que o italiano em enfrentar inimigos do espaço ou monstros que fogem do controle de cientistas loucos e sem escrúpulos. Superpato forma um clube de super-heróis de Patópolis (que recebeu mais de um nome nas histórias), inspirado nos Superamigos do desenho animado da Hanna-Barbera, geralmente com as participações de Superpata (identidade secreta de Margarida, originalmente desenvolvida como uma antítese feminista do Superpato), Superpateta, Supergilberto, Vespa Vermelha, Morcego Vermelho e Borboleta Púrpura (identidade secreta de Glória, namorada de Peninha).

Versões modernas do Superpato
PKNA/SPNA
Nos anos 90 o personagem tinha sido abandonado pela maioria dos autores; suas aventuras se limitavam a enfrentar alguns criminosos ambientais e trapaceiros do gênero. Assim, para impulsionar o personagem, em 1996 foi lançada uma nova série mensal: SPNA - Superpato Novas Aventuras (PKNA - Paperinik New Adventures) A série apresentou um formato novo para os quadrinhos Disney italianos, influenciados pelos quadrinhos de super-heróis da Marvel Comics tanto graficamente quanto no roteiro. A arte era mais moderna e mais "rápida." Muitos jovens artistas da Disney estiveram envolvidos no projeto: Claudio Sciarrone, Alessandro Barbucci, Silvia Ziche e muitos outros. Os melhores roteiristas jovens foram contratados para fazer a série prosperar: Tito Faraci e Francesco Artibani eram os mais conhecidos.

Com o acréscimo de muitos novos personagem tecnológicos (droides, I.A.s, alienígenas, etc.) a séries era planejada para um público-alvo diferente em relação ao do Superpato clássico. As aventuras eram principalmente de ficção científica e, além da história principal, em todas as edições saíam esboços, arquivos especiais, análises e outros elementos. As histórias eram muito mais sombrias que as histórias originais do Superpato, tendo mais ação e alguns mortes ocasionais. A história começa quando Pato Donald encontra um piso secreto no edifício em que trabalha (Torre Patofuts [Ducklair Tower]). Este era o laboratório secreto que E. Duardo Patofuts (Everett Ducklair) mantinha antes de partir para o mosteiro de Dhasam-bul. Patofuts tinha criado uma inteligência artificial chamada Uno. Uno e Donald se tornaram amigos e Uno ajudava o Donald a se tornar Superpato com ajuda de muitos dispositivos de Patofuts, entre eles o Escudo Transformador, a principal arma do Superpato.

As edições de 1 a 10 foram publicadas no Brasil pela Abril Jovem (1998-1999). Como os números 0 e 0-2 não foram publicados, a continuidade já começou prejudicada (a redação pedia aos leitores que escrevessem pedindo esclarecimentos sobre elementos mal explicados). Sem conseguir conquistar nem o público infantil nem o adulto, a série foi cancelada sem grande sucesso.
PK2
Depois de uma série de 50 edições regulares e vários especiais, a série foi suspensa, reiniciando com um nome novo: PK2. A série, menos inspirada que a primeira, era uma sequência desta, mantendo a maioria dos personagem e situações e talvez com mais atenção à continuidade. Esta série durou 18 edições. PK2 girava principalmente em torno do personagem E. Duardo Patofuts, que volta a Patópolis depois de seus anos no mosteiro de Dhasam-bul. Descobre-se que Patofuts teve duas filhas que o menosprezam por algum motivo, o que aparentemente tem a ver com Patofuts ter se livrado da mãe delas.

Então a editora decidiu reiniciar o universo PK inteiro, e nas série atual, chamada simplesmente PK, Superpato nunca existiu e "PK" é apenas um código criado por uns alienígenas (os "Defensores Galácticos") que designam Donald como defensor da Terra. Esta nova versão do Superpato tem pouco a ver com a continuidade que começou em 1969. PK, ainda que tenha alguns fãs, é considerado por muitos como uma traição do espírito do personagem anterior. Muitos destes clamam pelo retorno de PKNA, tida por eles como a melhor das três séries.
Entretanto, o Superpato clássico estrelou outras histórias italianas, e recentemente o personagem tem recebido um tratamento melhor que o dos anos noventa. Atualmente, Superpato voltou de certa forma às origens, e assim a versão clássica do personagem não foi esquecida. Em 2002 foi lançado para Playstation 2 e Nintendo GameCube um videojogo estrelado por Superpato, intitulado Disney's PK: Out of the Shadows (às vezes chamado Disney's Donald Duck PK, ou simplesmente PK). No jogo, Pato Donald é transportado ao futuro e investido da missão de salvar o mundo dos alienígenas. Ele recebe poderes especiais, e fica sabendo que se tornou um "platyrhynchos kineticus" (pato energizado) ou, abreviadamente, PK. O jogo não foi um sucesso comercial. Superpato em outros idiomas
Alemão: Phantomias
Dinamarquês: Stålanden ("Pato de aço")
Espanhol: Patomas (pato + Phantomas)
Finlandês: Taikaviitta ("Capa mágica")
Francês: Fantomiald ("Fantômas" + "Donald")
Grego: Φάντομ Ντακ (Fántom Dak / Phantom Duck)
Húngaro: Fantomkacsa ("Fantomius" + "kacsa (Pato)")
Indonésio: Super Donal
Islandês: Stálöndin ("Pato de aço")
Neerlandês: Atualmente Superdonald, antigamente Fantomerik
Norueguês: Fantonald (inspirado por The Phantom (Fantasma (Lee Falk)))
Polonês: Superkwęk ("Super" + "Quack"; "kwękać" também significa reclamar de alguma coisa)
Sueco: Stål-Kalle ("Kalle de aço", Kalle é o nome de Donald; o nome é baseado em Stålmannen, "Homem de aço", o antigo nome sueco do Superman)
Turco: Maskaldi
Esse post deu um belo dum trabalhão. Mas acredito que ficou legal. No próximo post eu trarei a origem do Superpato, ou seja, em quais personagens o Superpato foi inspirado. Esse blog UNIVERSO DISNEY é feito pra mim mesmo. Ele serve como uma espécie de arquivo virtual, para eu colocar aqui tudo o que diz respeito a quadrinhos Disney e personagens das HQs Disney. Mas se você também "curte" o blog eu fico feliz que esse solitário trabalho, dê "frutos" e traga novos amigos para o meu convívio. E principalmente amigos com essa paixão em comum: QUADRINHOS DISNEY. Uaahhhh!!!! TOC, TOC, TOC...o sono bate na minha porta!!!!
Fonte: Wikipédia (texto integral), Inducks Brasil, Phanton Duck homepage/paperinik e diveros sites sobre personagens Disney na rede.

sábado, 3 de abril de 2010

Ivan Saidenberg um Mestre Disney de tirar o chapéu.

Ivan Saidenberg (Piracicaba, 12 de novembro de 1940 — Santos, 30 de setembro de 2009) foi um quadrinista brasileiro. Iniciou-se nos quadrinhos em 1960, juntamente com seu irmão, Luiz Saidenberg, fazendo HQs de terror e aventura para as editoras Outubro, La Selva, Taika e Penteado. Como Luiz fazia as ilustrações, Ivan especializou-se em roteiros e argumentos, embora fosse também desenhista.

Em 1970 entrou para os Estúdios Disney da Editora Abril, onde ficou até 1985, escrevendo ao longo de sua carreira cerca de mil roteiros para diversos personagens, entre eles, Zé Carioca, Pato Donald, Peninha, Mickey e Pateta, e trabalhando ao lado de artistas como Renato Canini e Waldyr Igayara. Para os Estúdios Disney, criou o Morcego Vermelho, Morcego Verde (Zé Carioca), Pena Kid, Pena das Selvas, Penado (O Espírito que Desanda) e os primos do Zé Carioca, entre outros.

Seus esboços (rough) ficaram conhecidos dentro dos Estúdios Disney pelo dinamismo e pela fluidez de movimento dos personagens, às vezes perdidos na passagem para o nanquim, que exigiam atenção redobrada dos profissionais da arte-final. Escreveu outras várias centenas de roteiros para estúdios brasileiros, tendo colaborado com a Turma do Pererê, de Ziraldo, a Turma do Lambe-Lambe, de Daniel Azulay, e a Turma da Fofura, de Ely Barbosa, juntamente com a esposa Thereza e a filha Lucila.

Criou também personagens próprios, como o piloto de corridas Va-Va-Vum (revista Crás) e Rei Napo, o Leão, sátira política ao governo de João Batista Figueiredo, publicada pelo jornal City News, de Campinas, onde morou de 1971 a 1988. Viveu ainda por dezesseis anos no Estado de Israel, onde ilustrou histórias infantis de autoria de sua esposa, Thereza.
Recentemente voltou ao Brasil e a colaborar com HQs da Editora Abril. Saidenberg faleceu em 30 de setembro de 2009, devido complicações do diabetes e insuficiência arterial.

Fonte: Wikipédia (texto integral).

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Morcego Verde CUIDADO com a ANACOZECA!!!!

Ivan Saidenberg (1940-2009)
O criador
E a criatura

seguindo essa linha "morcegótica" mais um super herói Disney com a marca do morcego tatuada no peito, dessa vez um peito verde.

Morcego Verde, cujo alter-ego é o conhecido Zé Carioca, é um super-herói Disney. Foi criado por Ivan Saidenberg, inspirado no Morcego Vermelho (Peninha), que ele também criou, e parodia o Batman.

Sem nenhum super-poder, e inspirado pelas histórias em quadrinhos do Morcego Vermelho, de quem é fã, o Zé Carioca sai fantasiado de Morcego Verde (fantasia que também foi atualizada junto com o personagem) para combater o crime na Vila Xurupita. Sempre utiliza sua lábia para ludibriar os malfeitores, sempre acaba fugindo da briga. Inferniza a vida do Delegado Porcôni, chefe da delegacia de Vila Xurupita, a quem, para irritá-lo mais ainda, chama sempre de Comissário (referência ao Comissário Gordon das histórias do Batman). Tenta sempre ajudá-lo, com sucesso, mas com métodos e ações que fazem o delegado sempre se arrepender.
Todos na Vila, inclusive seus amigos e namorada, sabem que o Morcego Verde é o Zé Carioca, embora ele desconverse e isso é o cômico das histórias. Seu fiel ajudante é ninguém menos que o Nestor, que carrega para todo lado um ventilador, para dar um efeito esvoaçante a sua capa, momento hilário esse. Seus meios de transporte mais comuns são o morcego-ônibus (ele anda de transporte coletivo e acredita não precisar pagar a passagem por ser herói) e, em especial, a morcegocleta, bicicleta que pega emprestado do vizinho.
Seu principal rival é outro "super-herói", o Super-Galo (alter-ego do Zé Galo), que quer concorrer em popularidade com o Zé Carioca. Outro herói da Vila é o Capitão Porreta (alter-ego do Pedrão). A Vila Xurupita tem uma abundância de heróis e dando uma conotacão mais social para esse post, realmente é preciso ser herói ou super herói pra viver ou "sobreviver"no Brasil.

Fonte: Wikipédia (texto integral).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O apa"tra"lhado Morcego Vermelho

Morcego Vermelho, criado por Ivan Saidenberg, Saidenberg faleceu em 30 de setembro de 2009, devido complicações do diabetes e insuficiência arterial (inspirado numa ilustração do italiano Giovan Battista Carpi) para os Estúdios Disney no Brasil, é um alter-ego do personagem Peninha, produção da Editora Abril que o publicou pela primeira vez em 1973. O nome da história é "Quem é o Morcego Vermelho?".
Ele é um super-herói, paródia do Batman, e originariamente somente o Pato Donald conhecia sua identidade secreta. O Professor Pardal é quem cria seus apetrechos-morcego, também cria os do Superpato, que frequentemente dão errado. Os mais utilizados são o pula-pula morcego, o bate-morcego, a moto-morcego e a corda-morcego. Sua base fica no Beco do Morcego, onde habita a lata-de-lixo morcego.

Tem como um de seus maiores fãs o Zé Carioca, que adora se vestir de Morcego Verde.
A namorada de Peninha, Glória, também é uma heroína nas horas vagas, a Borboleta Púrpura. Frequentemente ela e o Morcego se encontram.
Além da Borboleta Púrpura, o Morcego se reúne com outros super-heróis, no Clube dos Super-heróis.

Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Don Rosa o Sucessor artístico de Carl Barks

Um grande Mestre Disney
Don Rosa
Gioachino (Keno) Don Hugo Rosa (Don Rosa) (Nascido em 29 de junho de 1951) é um desenhista e roteirista de quadrinhos Disney conhecido por suas histórias tendo como protagonista o Tio Patinhas (Scrooge McDuck), Donald Duck e outros personagens Disney. Ele é tido como o sucessor artístico de Carl Barks "O homem dos patos". Ele nasceu em Louisville, Kentucky, Estados Unidos. Um trabalho importante desse Mestre Disney é a Saga do Tio patinhas (No original inglês, The Life and Times of Scrooge McDuck), que saiu no Brasil em três volumes pela Editora Abril.
História
O nome Rosa (que significa "Pink" ou "rose") é de origem Italiana. Seu avô, Gioachino Rosa, viveu em Maniago, Uma pequena aldeia no sopé da Alpes no Norte da Itália, Na província de Pordenone. Gioachino Rosa emigrou para o Kentucky, Estados Unidos em 1915, pouco depois do nascimento de seu filho Hugo Rosa. Hugo Rosa mais tarde se casou no Kentucky. Sua esposa nasceu em uma família com pai alemão-americano e mãe com ascendência escocesas e irlandesas.
Hugo Rosa e sua esposa tornaram-se pais de Keno Don Hugo Rosa em 29 de junho de 1951. O menino recebeu o nome de seu pai e avô. Não tardou para Gioachino ser chamado simplesmente"Keno".
Infância
Don Rosa começou a desenhar quadrinhos antes mesmo de ser capaz de escrever. Desenhos, para ele, eram ilustrações para obter a estória contada.
Seu quadrinhos favoritos incluiam Tio Patinhas (Uncle Scrooge) pela editora Western Publishing e Superman pela DC Comics.
Ele entrou no University of Kentucky em 1969. Graduou-se em 1973 em engenharia civil.
Primeiros trabalhos.
Seu primeiro desenho foi uma história em quadrinhos com personagem próprio, Lancelot Pertwillaby. Ele criou a tira em 1971 para O The Kentucky Kernel, jornal da Universidade de Kentucky, que queria que a tira tivesse o foco na sátira política.
Depois da sua licenciatura, Rosa continuou a desenhar quadrinhos como um trabalho extra, mas sua renda principal vinha do trabalho que exercia no Keno Rosa Tile Company, Empresa fundada por seu avô paterno e que tinha agora o seu pais Hugo Rosa no comando.
Rosa teve uma chance profissional maior com a sua criação do personagem de quadrinhos Capitão Kentucky para a edição de sábado do jornal local Louisville Times. Capitão Kentucky era o alter-ego do super-herói de Lancelot Pertwillaby. Publicação iniciada em 6 de outubro de 1979. e foi encerrada em 15 de agosto de 1982 após a publicação de 150 episódios. Depois de três anos com o capitão Kentucky, Don decidiu que não valia a pena o esforço. Aposentou-se dos desenhos pelos próximos quatro anos. Anos mais tarde, como a sua fama crescia, seu trabalho não-Disney, foi publicado pelo editor norueguês Gazeta Bok em 2001, nos dois livros de capa dura The Pertwillaby Papers e As Aventuras do Capitão Kentucky. Casamento
Rosa casou-se com a professora Ann Payne, em 1980. Eles não têm filhos.
Trabalhar para Gladstone
Em 1985, ele descobriu a Gladstone Publishing Comics . Esta foi a primeiro editora de quadrinhos que continha personagens Disney depois da década de 1970. Desde o início da infância Don Rosa tinha sido fascinado pelas histórias da Disney sobre Donald Duck e Scrooge McDuck, que lhes fora apresentado por sua irmã mais velha Diana. Carl Barks foi um grande ídolo para ele, e segundo o próprio Don Rosa, continuará a ser para o resto de sua carreira. Ele chamou imediatamente o editor, Byron Erickson, E disse-lhe que ele era o único americano que nasceu para escrever e desenhar O Tio Patinhas e a família pato. Byron concordou em deixar-lhe enviar uma história, e Don Rosa começou a desenhar a sua primeira história do pato: "O Filho do Sol" no dia seguinte.
"O Filho do Sol" foi um sucesso e foi indicado para um Harvey Award.
Rosa produziu mais algumas histórias para Gladstone até 1989. Ele então parou de trabalhar para eles, porque política do seu licenciador Disney não permitia o retorno da arte original de uma história para seus criadores. Isso era inaceitável para Don Rosa, uma vez que uma parte dos seus rendimentos vinham justamente da venda dos originais. Sem esse dinheiro extra, ele não poderia ter uma vida dedicada somente a produção de quadrinhos.
Depois de fazer algumas histórias para a Editora holandesa Oberon, (os editores da revista Disney chamada DuckTales, baseado na série animada de mesmo nome) ofereceu-lhe emprego. Eles ainda lhe ofereceram um salário muito maior do que que ele ganhava na Gladstone. Don fez apenas um roteiro(Back in Time for a Dime). Os editores nunca lhe pediram para fazer mais, e devido a problemas com o recebimento do pagamento, ele nem fazia muita questão.
Trabalhar para Egmont
Depois de trabalhar com a revista DuckTales, Rosa descobriu que a Editora dinamarquêsa Egmont (na época chamado Gutenberghus) estava publicando reproduções de suas histórias e queria mais. Rosa se juntou a Egmont, em 1990, juntamente com Byron Erickson, O ex-editor de Gladstone e foi trabalhar lá como freelancer desde então.
Em 1991 ele começou a criar "The Life and Times of Scrooge McDuck", Uma história de doze capítulos sobre o seu personagem favorito. A série foi um sucesso, e em 1995 ele ganhou um Eisner Award de melhor série contínua. Após o final da série original, Don começou a produzir mais capítulos "ausentes". Alguns dos capítulos extras foram rejeitados pela Egmont, porque eles não estavam interessados em mais episódios. Felizmente, a revista francesa Picsou estava ansiosa para publicar histórias. A partir de 1999, Don começou a trabalhar free-lance para a revista Picsou também. Alguns destes capítulos foram compilados como The Life and Times of Scrooge McDuck Companion.
Em greve Durante o início do Verão de 2002, Rosa estava bastante chateado. Um artista não poderia viver sob as condições que Egmont estava oferecendo, mas ele não queria desistir de fazer quadrinhos dos patos. Assim, sua única opção era parar um tempo e tentar chegar a um acordo com Egmont. Seus principais problemas enfrentados com a Egmont foram que ele não tinha controle sobre suas obras. Rosa tinha descoberto muitas vezes que suas histórias foram impressas com páginas de arte incorreta, cores impróprias enfim, muitos problemas . Outra questão foi que seu nome foi usado para a promoção dos livros e coleções de histórias sem o seu acordo e sem o envio de royalties para ele.
Ele chegou a um acordo com a Egmont, em dezembro do mesmo ano, o que deu-lhe um pouco mais de controle sobre as histórias e as condições em que foram divulgadas.
Aposentadoria
Em 2008, Rosa se submeteu à cirurgia do olho. Em 2 de junho de 2008, durante uma entrevista na feira Komiks.dk dinamarquês, Don afirmou que não iria fazer mais quadrinhos Disney. Problemas nos olhos, e o principal deles, problemas que enfrentava frequentemente com o não pagamento de royalties com muitas editoras internacionais.
Rosa continua a ser popular entre os leitores de todo o mundo, mas considera-se um tanto obscuro e desconhecido em sua terra natal, nos Estados Unidos. Segundo ele mesmo o seu vizinho mais próximo não sabe a sua profissão.
Na Europa, Rosa é reconhecido como um dos melhores criadores de quadrinhos Disney. Carl Barks e Rosa são alguns dos poucos artistas que têm seu nome escrito nas capas das revistas da Disney quando suas histórias são publicadas. Suas histórias são facilmente reconhecidas devido ao seu estilo de desenho exclusivo, seus desenhos são extremamente detalhados. Rosa tem inclusive sutis referências às suas obras favoritas de ficção, bem como o seu próprio trabalho anterior. Ele normalmente usa cerca de 12 quadros por página, em vez dos 8 que é o mais comum. Ele precisa usar os quadros extras porque suas histórias são geralmente demasiado longas para serem publicadas, se ele não minimizá-las.
Desenho estilo
Como Bacharel em engenharia civil, e o aprendizado do desenho técnico, Don Rosa tem alguns métodos de desenho incomum. Por ser auto-didata na produção de quadrinhos, Rosa conta principalmente com as habilidades que ele aprendeu na escola de engenharia, o que significa utilizar muitos tipos de canetas técnicas. Ele aplica as formas de artefatos de plástico para desenhar curvas, círculos e ovais. Rosa geralmente produz menos de uma página por dia, mas isso depende da quantidade de detalhes que ele coloca no quadro.
O estilo de desenhode Don rosa é considerado muito mais detalhado e "sujo" do que a maioria dos outros artistas da Disney, vivos ou mortos, e muitas vezes comparada à de artistas underground. Ele é frequentemente comparado a Robert Crumb.
"Eu penso que o meu estilo eo de Robert Crumb só são semelhantes porque crescemos fazendo quadrinhos para a nossa satisfação pessoal, sem nunca levar o desenho a sério, e sem nunca tentar alcançar um estilo que agradaria a editora Marvel Comics. Nós desenhamos quadrinhos para nossa diversão."
Carl Barks
Carl Barks é o Ídolo absoluto de Don Rosa. Rosa constrói quase todas as suas histórias em cima de personagens e locais que Barks inventou. Muitas das histórias de Rosa contem referências a algum fato que está em histórias de Barks. Rosa criou até sequências de velhas histórias de Barks. Para acrescentar mais a sua admiração e consistência com a obra de Barks, Rosa faz histórias de todos os seus patos acontecerem na década de 50. Isso ocorre porque Barks escreve a maioria das histórias de Tio Patinhas, Donald e todas as pessoas de Patópolis nos anos 50 (também convenientemente resolve erros de continuidade, tais como a idade do Tio Patinhas).
Barks criou a a maioria dos personagens usados por Rosa ou é creditado por grande parte do desenvolvimento de suas personalidades. Rosa, assim, sente-se obrigado a fazer suas histórias factuais consistentes. Ele passou muito tempo em fazer listas de fatos e anedotas assinalou em diferentes histórias de seu mentor. Especialmente The Life and Times of Scrooge McDuck baseou-se principalmente nos trabalhos anteriores do Barks. Rosa admitiu, contudo, que uma cena do primeiro capítulo foi inspirado por uma história de Tony Strobl.
Aliado a um esforço constante de Rosa manter-se fiel ao universo criado por Barks, há também uma série de diferenças notáveis entre os dois artistas. A mais óbvia delas é o estilo de desenho muito mais detalhado de Don Rosa, muitas vezes com muitas piadas de fundo. Embora o próprio Barks não use em sua obra esses artifícios para dar o efeito cômico. As histórias de Rosa são ricas em detalhes com coloridos marcantes e bizarras interpretações faciais e muitas piadas "pastelão" . Barks teve mais de 600 histórias dos Patos creditadas ao seu nome enquanto Rosa criou apenas 85 até o seu problema ocular o aposentar.
D.U.C.K.
A maioria das histórias de Rosa tem as letras D.U.C.K. escondido no primeiro painel. Esta é uma Sigla para Dedicada para Uncle Carl de Keno. D.U.C.K. é na maioria das vezez escondido no primeiro quadrinho, na primeira página da história. D.U.C.K. é também frequentemente escondido em capas que ele cria para as HQs que tem suas histórias, e reproduções de antigas histórias de Carl Barks. Quase toda vez que Rosa consegue um artigo sobre ele nos quadrinhos Disney semanais (pelo menos em edições européias), o D.U.C.K. é mencionado.
Mickey
Outra curiosidade é o seu Hidden Mickeys. Rosa só está interessado em criar histórias com a família Pato, mas muitas vezes ele esconde pequenas cabeças do Mickey ou figuras nas fotos, por vezes, em uma situação humilhante ou indesejada. Um exemplo disto está na história O Terror do Transvaal, onde Mickey pode ser visto sob o pé de um elefante. Isto é mais uma piada feita para o divertimento dele. Rosa admitiu não gostar nem rejeitar o Mickey Mouse, mas ser indiferente a ele.
Em The Quest for Kalevala essa piada pode ser visto no original, Akseli Gallen-Kallela de inspiração a arte da tampa. Na obra original, Louhi é descrita como de peito nu, mas a versão Disneyfied foi elaborado um su
perior, de tecidos estampados com o Mickey Mouse cabeças.
Don Rosa já ganhou muitos premios da industria do Quadrinhos
Em 1995 foi premiado com o Eisner Award para "Melhor História Seriada" para The Life and Times of Scrooge McDuck
Ele também foi indicado para Harvey Awards 2007 em cinco categorias (mais do que qualquer outro criador para aquele ano) para os quadrinhos do tio Patinhas: Melhor Roteirista, Melhor Artista, Melhor Cartunista, Melhor Capa Artista, e Prêmio Especial para Humor em Quadrinhos.
Em 1997, a editora italiana Editrice ComicArt, publicou um volume generoso e abundadante sobre a biografia de Don Rosa e trabalhos relacionados com os personagens Disney. Foi intitulado "Don Rosa e il Rinascimento Disneyano" e escrito por , Alberto Becattini, Leonardo Gori e Francesco Stajano. Este trabalho não só aborda toda a vida criativa de Don Rosa até 1997, mas também apresenta uma biografia completa, e lista detalhadamente até essa data todo o seu trabalho para a Disney.
Don Rosa um grande Mestre Disney e um talento impar no Universo maravilhoso das histórias em quadrinhos Disney.










Fonte: Wikipédia (em inglês), Youtube.

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